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sábado, 1 de maio de 2010

Falsa "Ode"

Loucos atormentados
Violinos desafinados
Sons zunindo
Em pensamentos pulverizados

Em territórios esfarelados
Falam gregos, árabes
Europeus e favelados
Falam reis, rainhas e viciados

Fazem reuniões
E discutem o transversal(?)
Não se encontram na planície ou no platô
Ou afogam-se no abissal

Uma ode a desistência.
Um confronto ao posso não poder.
Ecos dissonantes na "imanência"
Não se torce pois dói a quem doer

Diferença e cretinice
Ao aceno de cabeça
No menor significado
Do que o ignorante disse

Na fala do acadêmico
No arrogante pensamento
Um sintoma endêmico
Rimas pobres e falsas de apregoamento

Plural
Singular
Impar
Ou Par

Orgulhos feridos
Em meio aos
Mergulhos
E na passagem pro Caos

Conclusão
Fim
Consideração
Em mim

Em Prantos
Com os temores
Daqueles tantos
Somente oradores

Na pancada
E no movimento
Maldição fora alcançada
Em traços de agenciamento

Não vai ou volta
Não é mão dupla
Nem estrada torta
Nem Paz ou Luta

Pode se quiser?
Ou fala aquele que não pode!?
Venha quem vier
A entender essa "ode"

domingo, 25 de abril de 2010

Derrida On Animals

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Fim

Tanta importancia para esse resquicio de porra
Elo perdido e o escambau
Parente de hominideo
E querem justificar a evolução desse animal

Superestimado
Bípede
Louvado
Tanta estima para a existencia

Já que ninguém se tolera
Muito menos se considera
É tudo tão igual
Que um é humano e o outro animal

Medo, alcool, cigarro
Sexo, masturbação, poeminha
Comida, bebida, escarro
Diploma, artigo, conversinha

Razão, emoção, vontade
Timidez,e-mail, saudade
Blog, mestrado, sociedade
Fome, chocolate, divindade


Importancia após morrer
Como importancia antes de nascer
Pode ser acaso, caso ou casamento
Pode ser deus ou o diabo

Começamos como uma porra
Vivemos em uma merda
Fragéis como porcelana
...

Fim

quarta-feira, 10 de março de 2010

Asco

Verme, imundo e mundo
Raiva, rubor e dor
Medo e oscilações. Mas, contudo
Tolice, carne e desejo

Continuou relevando em demasia,
nauseante e asqueroso
Lixo oportuno, ouve o que quer
Mas não diz o que deve

Sem círculos perfeitos ou consciências conscientes
Pensou em enganar quem?
Só se fosse a si mesmo.
Cortina caída ou queimada

Seda rasgada ou desfiada
Linha arrebentada ou não
Com 24 multiplicados por 3 quase 4
É como colocar a cabeça fora d'água

Confusa vontade com estupidez
Na alturas dos olhos
Sob o nariz alheio
Fazendo sombra com um caco de vidro

Se havia valor
Ficou estirado sobre aquela pista
Estilhaçado, estuprado
Moído e arrebentado

Algumas palavras a serem lidas
Talvez outro texto, outro desabafo
Outro momento, outra parte de mim
Deste lado e outra face

Nojo de si
bípede, demasiadamente humano
moribundo coração
Aterradas emoções

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sépia

Ofegante e transpirando
Eu corria naquele campo
Agora ele era tão verde
E o ceú tão azul
Eu nunca mais quero sair dele

Porém
Olhava ao redor
Buscava um norte
E sair dessa gelatina
Encontrei tantos outros

Precisávamos todos juntos de mais parafusos
Contemplar somente com os olhos parece que já não basta de mais nada
Tem de se fantasiar, saturar as cores e usar do sépia
A falta de cores, o cinza é mais belo do que o simples vislumbrar

E por tras de tantos sorrisos
havia esse muro
O que nos falta?
Não conseguimos fazer parte
Rasgamos de seu e do nosso couro
Bebemos diariamente o nosso sangue
E deliciam-se com as dores

Haviam mariposas voando, graciosamente por entre os ramalhetes
Tão coloridas, sobre o sépia natural do trigo
Rodopiavam em frente aos meus olhos
Como se fossem apontar o caminho
E eu corria, corria e não encontrava um destino
E quando me dei conta havia andado muito, mas não havia saido de lugar algum.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A sangria após o conceito do tempo

Retirem os gatilhos de minha cabeça
Ao falar o que se tem de mais abissal
Ao chocar aquilo que a tanto fora cultivado
O medo de ouvir
Desplugados da teia que envolve a mais frágil responsabilidade
Que como uma peneira mostra-se extremamente porosa

Faz assim, destoa do tom universal essa tua ruga
Pulsam timbres e tons que nos levam aos mais extremos sentimentos
Mata-me saber e ouvir
Sendo assim mostro os ossos
De tanto tempo sem expulsar
Sangrar, sofrer e de dor
Como se o peso do ar caisse em minha costas
E fizesse uma reavaliação

Devia ou não ter dito?
São palavras aqui que não falam de amor
Falam de vontade
Tal como imaginamos

sábado, 12 de dezembro de 2009

Bad Religion, Amados e uma história

 Essa é uma pequena historia de um homem que perdeu suas chances e objetivos

Seu chão, seus territórios eram agora eram movediços

Não tinha certeza de mais nada.

Mas não era percepção subjetiva 

Era reflexo do seu redor, não só dele, mas ninguém tinha mais certeza

O cianureto cheira agora como rosas, que florescem durante a primavera.

E ele não podia negar:


"Meus amados, gostaria de negar que sabia que o abismo era tão negro"


E que ao contrario de tentar subir, nos debruçamos cada vez mais a olhar o seu fundo.

Como uma vontade individual de diferenciação e de uma incerteza. Que alarma a todos, mas aqueles que se julgam, e talvez sejam mesmo, espertos, sabem que não vale a pena forçar os olhos.

O mundo continua girando em uma direção e orbitando o Sol.


Aquilo que era puro e belo, hoje é incerto.


E assim, em uma corda, bamba, escorregadia e de fio tênue o mantém

Sobre um abismo, que não deixa que seu fundo seja avistado

Enquanto palavras vomitam condolências e sua mente pulsa.

Mas essa corda ainda tem bastante fio até arrebentar

E ainda há outras onde se agarrar, algumas que ainda não arrebentaram.

E tal como os remendos que fazemos no mundo

Nosso personagem amarra cada vez mais para que essa corda não arrebente.

Que ela suporte o suficiente para que ele ainda possa citar palavras

E para que seus olhos ainda possam enxergar o Sol

Antes que fique cego