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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Texto (dos) aos tolos ou o texto daquela despedida


Um tolo buscando qualquer forma de consolo
Assim você disse, do nada
Que de repente se iria
E vejo que daqui uns meses
Do teu exilio, o confirmar
De que você voltaria

Um tolo que ve em ti uma espécie de irmão
Que promete algo ensinar
Longe de termos uma mesma criação
De despedida pouco antecipada
E lágrimas, que confesso
Eu não esperava

Assim meus olhos te acompanharam meu amigo
Naquele teu andar, e tudo que você dizia
Maldita tristeza notei que me invadia
E diga-me, confessa
Teu estertor, tua agonia
Desgraçada escrita
Que nem ao menos aprazia
Fui o ultimo do teu adeus

Contou e revela
Acontecidos, agruras
Que abalam até uma cidadela
Terriveis novenas
Historias obscenas
Vai como um homem que a ninguém condena
Pois tu sempre parece condenado
Amarrado, estuporado
Algemado... Algemas da tormenta
Fuga, faz, corre... Lembra?

Diante da morte
Vejo no olhar um terror
Um temor
Olho e penso
Para que eu escreva, dos meu problemas
Qual primeiro esmaeço?
Debruçado eu olho impressionado
Nem ao menos eu sabia
Estou hospedado
No Hotel Fratenité

Vai-te, some
Fica longe e não honra nenhum nome
E digam, todos que haviam estado comigo
Qual o motivo de estar também em alegria
Talvez seja porque você prometeu um retorno
Em que nada será mais como a sua alma agia
Amargo gosto de saudade
Aposto minha vida, minha alma e toda minha eternidade
Que muitos hoje sentiram a maior de todas as ausencias
De alguma forma, sinto que poderei não te encontrar mais

Mas se eu te ver, e no teu retorno novamente te abraçar
Cumpres o que fez de promessa?
Que ela não tenha sido feita para alento
Ali, na despedida e na pressa...
Palavra de irmão, de amigo
Um familiar e com rosto sofrido

Vá em paz
E volte, pois assim que você retornar
E uma rima tola irei fazer
Amigos, muitos... Você há de encontrar

Você um pouco mais humano
Eu um pouco mais robô
É uma troca justa,
Não acha?

Acho!
Acho sim.
Tenho certeza.