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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tarde da noite eu ouço as árvores, elas estão cantando com os mortos

O sono dos insones. A rouquidão dos mudos. O fim da inocência. O gosto do sangue.
A madrugada dos corpos. A excitação dos cadáveres. Os loucos pensadores. Os astutos silenciosos.
Os acadêmicos idiotas. Os revolucionários plantonistas. Os soberbos saqueadores. Os escritores aleijados. A filosofia dos imbecis. Os amores dos fracassados. Os valores esporrados. A carne mal passada. As eleições burocratizadas. As perguntas vomitadas. Os doutos arrogantes. Uma filosofia de outrem. Um pensamento para hoje. Uma morta filosofia para amanhã. Posso não poder. Imundo mundo. Sexo autorizado. Venda de corpo. Vegetariano mal assegurado. 30 reais. Atende casais.
Presente constante. Sem meio e fim. Texto arrogante. Segurança e sentido. Paraquedismo na existência. Dominação do mundo. Varal de papéis. Poder da entidade. Anarquia no anarquismo. Fácil solução. Ridicularização. Dois mais dois são quatro. Só alguns decidem saber. Conceito. Repetição. Sono vai. Sono vem. Transa ensandecida. Masturba-se o aleijado. Vontade adormecida.
Universidade. História. Estupida sagacidade. Conversações. Vitoriosas desilusões. Morte desejável. Morte inevitável. Contemporâneo. Medieval. Evolutivo. Animal. Iniciante. Equacional. Gravidade. Abordagem.

Sentido?
Todo e nenhum.
Depende.
É só linguagem.
Sim é o fim.
Um começo.
E um meio.
“Só sei” que receio.