Perseguia aquele ser
Não sabia onde estava
Nem ao menos o podia ver.
O medo em seu corpo pulsava
Com pequenas chamas
E passos lentos
Deitados em camas
Mantinham-se atentos
Encontrava um demônio
De caçador virou caça
Sendo assim suponho
Morou sempre em sua casa
Correu desesperado
Portas de vidro
Paredes brancas lado a lado
O caminho anterior havia sumido
Sabia que dormia
E ainda não queria despertar
Já cansado corria
A espinha gelada a atormentar
Não faz sentido
Contar um pesadelo
Asas haviam crescido
Não havia como detê-lo
Saltou do arranha-céu
As costas rasgavam
Como um fino véu
Grandes asas brotavam
Iria abraçar o pó
Sentiu o Sol que o aquecia
O mesmo que o queimava sem pena
O Sol como divindade de ira
Não sabia a quem escrevia
Nem mesmo o que sentia
Se alguém o lia, mas sabia
Conjugava verbos errados sempre que podia
Crer na dor?
Talvez
No amor?
Talvez
O que faltava era um tempero
Um sabor
Um equilíbrio para ser inteiro!?
Já sentia o calor.
Quero crer
Não é a dor
Que move um ser
Mas o amor
Seja lá o que for amado
Bem, mal, certo ou errado
No fundo, todos temos isso !?
Aqui, preso e trancafiado
sábado, 19 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Texto que gostaria de não ter escrito e nem postado
Provar o nada a ninguém
Dizer não ou sim
Importa à alguém?
Se é bom ou ruim?
Medo de estragar
ou simplesmente falar?
Nada ainda, mas...
Arrisque-se a andar
Dizer não ou sim
Importa à alguém?
Se é bom ou ruim?
Medo de estragar
ou simplesmente falar?
Nada ainda, mas...
Arrisque-se a andar
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Texto que eu gostaria de ter escrito
Germes da Perfeição
Dilacerar, eviscerar e perfurar e mutilar.
Nós todos caímos, todos caímos.
Desaprovar, repudiar, aperfeiçoar e julgar.
a sabedoria encontrada, sabedoria encontrada.
Corte as asas do progresso, reverta a direção,
enriqueça o solo inculto com germes da perfeição.
Delegar, investigar, facilitar e evitar.
O preto se torna verde, preto se torna verde.
Separar, avaliar e cultivar e propagar.
O sonho do mestre, sonho do mestre.
Cante os temores da história com uma inflexão renovada,
veja a agenda perdida com a intenção de um cético.
Máquina da vida, oh podemos fazê-la funcionar?
Nós temos as ferramentas, mas apenas começamos.
Máquina da vida, oh podemos fazê-la funcionar?
Os cálculos para uma maior importância.
Corte as asas do progresso, reverta a direção,
enriqueça o solo inculto com germes da perfeição.
Perfeição!
Germs of Perfection - Bad Religion
Dilacerar, eviscerar e perfurar e mutilar.
Nós todos caímos, todos caímos.
Desaprovar, repudiar, aperfeiçoar e julgar.
a sabedoria encontrada, sabedoria encontrada.
Corte as asas do progresso, reverta a direção,
enriqueça o solo inculto com germes da perfeição.
Delegar, investigar, facilitar e evitar.
O preto se torna verde, preto se torna verde.
Separar, avaliar e cultivar e propagar.
O sonho do mestre, sonho do mestre.
Cante os temores da história com uma inflexão renovada,
veja a agenda perdida com a intenção de um cético.
Máquina da vida, oh podemos fazê-la funcionar?
Nós temos as ferramentas, mas apenas começamos.
Máquina da vida, oh podemos fazê-la funcionar?
Os cálculos para uma maior importância.
Corte as asas do progresso, reverta a direção,
enriqueça o solo inculto com germes da perfeição.
Perfeição!
Germs of Perfection - Bad Religion
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Onde vivem
O introspectivo em silêncio
Só escuta e nada fala
Cada palavra dita em melancolia
De tão devagar atinge o nada
Seus urros sonolentos
No escuro do banheiro
Lágrimas de tormentos
Estremecia por inteiro
Amar e (n)(?) ser amado
Mordem os dedos
No olho marejado
Frágil em expor os medos
A fria parede
Que a febre esfria
Não chorou muito
Mas expirou a dor que sentia
Habitavam florestas
Penhascos e desertos
Fossas e quentes testas
Mas mantinham corações abertos
Viviam a anos
Orgulho, teimosia
Morte, fragilidade
Ciumes e possessão
Com seus próprios pés
Embaixo da cama
Dentro do guarda roupa
Monstros cujo sangue derrama
Infantil, obsceno
Esconde-se na sombra
Fruto de tanto medo
E um vigilante que o ronda
Vejo faz tempo
Internos e desalmados
Vejam vocês agora
Estes monstros malfadados
Só escuta e nada fala
Cada palavra dita em melancolia
De tão devagar atinge o nada
Seus urros sonolentos
No escuro do banheiro
Lágrimas de tormentos
Estremecia por inteiro
Amar e (n)(?) ser amado
Mordem os dedos
No olho marejado
Frágil em expor os medos
A fria parede
Que a febre esfria
Não chorou muito
Mas expirou a dor que sentia
Habitavam florestas
Penhascos e desertos
Fossas e quentes testas
Mas mantinham corações abertos
Viviam a anos
Orgulho, teimosia
Morte, fragilidade
Ciumes e possessão
Com seus próprios pés
Embaixo da cama
Dentro do guarda roupa
Monstros cujo sangue derrama
Infantil, obsceno
Esconde-se na sombra
Fruto de tanto medo
E um vigilante que o ronda
Vejo faz tempo
Internos e desalmados
Vejam vocês agora
Estes monstros malfadados
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Escrita confusa em dois momentos
Te farei chorar
Quando fazes do meu uso
Em pensamentos pode esperar
Em teu desejo obtuso
Saciada a sede
Esmagada a fome
Não tem a quem condene
Nesse receio que some
Uma melodia no piano
Um frio toda vez que morro
Maldito som que amo
Sem pedidos de socorro
Vigilantes rastreiam passos
Avaliadores tão doloridos
Doutores em encalços
Loucos desfavorecidos (?)
Um sentido
Sem sentido algum
Um motivo
Não serve pra qualquer um
Discorro em pedaços esporádicos
Sentidos em semi(e)
Um guia dos escritores erráticos
Antes de (P)reto e (B)ranco é sempre M
Uma audição para surdos
Um sono de insones
Um crepúsculo aos cegos
Uma escrita das dores
Quando fazes do meu uso
Em pensamentos pode esperar
Em teu desejo obtuso
Saciada a sede
Esmagada a fome
Não tem a quem condene
Nesse receio que some
Uma melodia no piano
Um frio toda vez que morro
Maldito som que amo
Sem pedidos de socorro
Vigilantes rastreiam passos
Avaliadores tão doloridos
Doutores em encalços
Loucos desfavorecidos (?)
Um sentido
Sem sentido algum
Um motivo
Não serve pra qualquer um
Discorro em pedaços esporádicos
Sentidos em semi(e)
Um guia dos escritores erráticos
Antes de (P)reto e (B)ranco é sempre M
Uma audição para surdos
Um sono de insones
Um crepúsculo aos cegos
Uma escrita das dores
domingo, 23 de maio de 2010
Resumo extendido para apresentação de artigo
Resumido e expandido
Normatizado e generalizado
Querem conclusão
Querem solução
Peçam caracteres
Deduzam pensamentos em igual
Por 300 reais?
Ah, me dá um ano a mais.
Cospe o fracassado
Vive rotineiramente
Assim lado a lado
Lendo constantemente
Leia o que escrevo
Concorde comigo
Que não passe longe o ensejo
E escreva seu artigo
24/05/2011 - Voltam aqui buscando encontrar se há um S ou um X? Ou charadas para fazer um artigo?
Normatizado e generalizado
Querem conclusão
Querem solução
Peçam caracteres
Deduzam pensamentos em igual
Por 300 reais?
Ah, me dá um ano a mais.
Cospe o fracassado
Vive rotineiramente
Assim lado a lado
Lendo constantemente
Leia o que escrevo
Concorde comigo
Que não passe longe o ensejo
E escreva seu artigo
24/05/2011 - Voltam aqui buscando encontrar se há um S ou um X? Ou charadas para fazer um artigo?
sábado, 1 de maio de 2010
Falsa "Ode"
Loucos atormentados
Violinos desafinados
Sons zunindo
Em pensamentos pulverizados
Em territórios esfarelados
Falam gregos, árabes
Europeus e favelados
Falam reis, rainhas e viciados
Fazem reuniões
E discutem o transversal(?)
Não se encontram na planície ou no platô
Ou afogam-se no abissal
Uma ode a desistência.
Um confronto ao posso não poder.
Ecos dissonantes na "imanência"
Não se torce pois dói a quem doer
Diferença e cretinice
Ao aceno de cabeça
No menor significado
Do que o ignorante disse
Na fala do acadêmico
No arrogante pensamento
Um sintoma endêmico
Rimas pobres e falsas de apregoamento
Plural
Singular
Impar
Ou Par
Orgulhos feridos
Em meio aos
Mergulhos
E na passagem pro Caos
Conclusão
Fim
Consideração
Em mim
Em Prantos
Com os temores
Daqueles tantos
Somente oradores
Na pancada
E no movimento
Maldição fora alcançada
Em traços de agenciamento
Não vai ou volta
Não é mão dupla
Nem estrada torta
Nem Paz ou Luta
Pode se quiser?
Ou fala aquele que não pode!?
Venha quem vier
A entender essa "ode"
Violinos desafinados
Sons zunindo
Em pensamentos pulverizados
Em territórios esfarelados
Falam gregos, árabes
Europeus e favelados
Falam reis, rainhas e viciados
Fazem reuniões
E discutem o transversal(?)
Não se encontram na planície ou no platô
Ou afogam-se no abissal
Uma ode a desistência.
Um confronto ao posso não poder.
Ecos dissonantes na "imanência"
Não se torce pois dói a quem doer
Diferença e cretinice
Ao aceno de cabeça
No menor significado
Do que o ignorante disse
Na fala do acadêmico
No arrogante pensamento
Um sintoma endêmico
Rimas pobres e falsas de apregoamento
Plural
Singular
Impar
Ou Par
Orgulhos feridos
Em meio aos
Mergulhos
E na passagem pro Caos
Conclusão
Fim
Consideração
Em mim
Em Prantos
Com os temores
Daqueles tantos
Somente oradores
Na pancada
E no movimento
Maldição fora alcançada
Em traços de agenciamento
Não vai ou volta
Não é mão dupla
Nem estrada torta
Nem Paz ou Luta
Pode se quiser?
Ou fala aquele que não pode!?
Venha quem vier
A entender essa "ode"
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