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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quero congelar momentos, moléculas, átomos e reações químicas.
Luas que se deslocam.
Eternizar abraços, beijos e caricias.
Guardar para o universo palavras e sensações.
Segurar nervos, texturas e pele.
O universo estático onde só corpos se moviam.
Tudo tão meu e de você também.
Preencher as páginas da história com realizações tão pessoais.

domingo, 17 de abril de 2011

Quarto

Onde procurei viver sob um filete de luz que entrava por uma pequena janela, tateio as paredes em meio ao breu, não buscando entender os contornos ou a arquitetura do quarto da vida.
Mas buscar uma porta e não para sair. Somente se deslocar, conhecer novos espaços e talvez de forma incerta afirmar que sei para quais lados posso andar. Acostumar a visão em novos espaços e com isso não tropeçar com tanta constância.  

sábado, 16 de abril de 2011

Estruturas Oceânicas

O oceano uma estrutura, as ondas conjunturas e os acontecimentos as espumas que recobrem essa imensidão. Quero saber de onde vem o vento que move as ondas, o que tem nas fendas mais abissais e todas as vidas de correm nessas águas. Os continentes que esse oceano alcança ou onde as ondas quebram de pouco me importa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Após o livro mais belo que já li

Se eu trago de ti bifurcações
Se ao tornar real o indizível
Onde as palavras e nem os sentidos penetram
Quero saber por quais motivos trago-te aqui dentro

Sem possibilidades de explicar o que significas para mim
Ou que trazes em teu peito
Sombras, dias cinzas, solidão e tristeza
De onde extrair coisas belas

Com sinceridades escritas do óbvio
Mas com sentidos e expressões tão gratificantes
Com tamanha beleza, impossível de medir
Mas simplesmente fácil de sentir

Vejo em cada esquina, curva, dobra, pedra
Sopro, sussurro, conversa, reação, química
Cerebral, fenômeno, espiritual, sangue, tempo
Espaço, direção o que me talvez é reservado

domingo, 10 de abril de 2011

Gradientes

As luzes de cor laranja projetam-se sobre os corpos, enquanto a sombra que toma contornos que beiram o cinza recobrem o outro lado.
Sob um céu antes azul e onde agora degladiam-se com ele cinza, vermelho e amarelo e onde as cores no chão ficam enfraquecidas.
Opacamente vivas e sentidos pulsantes sob uma vontade preguiçosa e sem prazer algum.
Diante de queijos e vermes, onde delimitam-se aspectos, tendencias para que um sono venha veloz e deixe para outra hora um travesseiro caótico.
Microimportâncias, microestruturas, micropessoas, microhistórias, microorganismos e microsentidos.

Para alguma coisa sempre há de servir não é!?

sábado, 9 de abril de 2011

Alice disse...

A História vive atrasada diante de si mesma. Um reflexo tão lento quanto o vidro que derrete constantemente. O coelho branco caosmótico.

Se a História fosse um câmbio, estaria agora engatada em marcha ré.