sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Pobre coitado daquele que tem a necessidade de expor sempre o que escreve, de seu livro publicado ou das visitas em sua página pessoal. A síndrome de se achar um gênio e de divulgar constantemente tudo o que está lendo, escrevendo ou fazendo é próprio daqueles que de alguma forma se acham célebres. Pois, ser célebre e ser imbecil é algo muito fácil de ser alcançado, são duas coisas que andam muito bem juntas.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
1º ato das experimentações
(Muitos sons vem de algum local que lembra um corredor, passos apressados, tosses, vozes inaudíveis, risos parcos e alguns soluços distantes)
O Médico :
Qual o nome dele?
A Mãe :
Oh, ainda não havia pensando, nem ao menos sei qual o seu sexo.
(Ela deixa o rosto franzido em sinal de duvida por usar a palavra sexo, quando pensara em varias outras que supostamente se encaixariam melhor e deixa escapar um suspiro de quem está exausto)
O Médico:
Sabe que isso é importante, como ele poderá ficar rolando pedras morros acima?
A Mãe :
Mais absurdo que escolher um nome ou ditar qual a relação que irá ter... É muito cedo para as regras não?
( A mãe olha para um canto e com a cabeça baixa continua)
A Mãe :
Talvez você tenha razão, meu filho terá um nome e será mais que admirado como meu clone. Será meu resquício anamórfico... Oh criança, dou lhe uma máscara e cubro teu rosto já mascarado, mas, que esse mundo absurdo lhe indique onde sempre buscar novas faces dentro desse nosso infinito arsenal.
(Um som parecido com uma pequena explosão vem rompendo de algum canto daquele local onde estão os personagens e enquanto as cortinas vão sendo fechadas lentamente, o médico fala olhando para fora do palco)
O Médico :
Será que fui correto em todo esse diálogo? Minha dicção foi correta? Prefiro acreditar que criei algumas palavras novas, essa é a maior escapatória dos indecisos e daqueles que se dizem artistas.
(Com as cortinas já fechadas, é possível ouvir uma sonora gargalhada do médico).
domingo, 7 de agosto de 2011
Manias malditas
Que mania maldita é essa de contar tudo, relatar, delatar, precisar de testemunhas para tudo que passa e também não passa dentro do poeta, do cronista, do cantor, do compositor, do escritor, do escultor e de tantos outros?
Uma barganha com o Diabo e também com Deus.
Mas não digo com desdém, com ares de repreensão, buscas de súplica ou negação. De maneira alguma.
(haha)
Desejo que essas necessidades continuem e tragam beleza aos nossos sentidos, as nossas reações quimicas, desejos, pensamentos, ou seja, à vida.
Assim será sempre um prazer dizer e poder perceber que só continuam vivos os textos repletos de ferocidade.
Uma barganha com o Diabo e também com Deus.
Mas não digo com desdém, com ares de repreensão, buscas de súplica ou negação. De maneira alguma.
(haha)
Desejo que essas necessidades continuem e tragam beleza aos nossos sentidos, as nossas reações quimicas, desejos, pensamentos, ou seja, à vida.
Assim será sempre um prazer dizer e poder perceber que só continuam vivos os textos repletos de ferocidade.
Texto da traição
A principal tragédia do suicida, é que o suicídio nunca acontece, a morte nunca o apanha.
Repleto das aflições e com suas crias devotadas para o mundo, o aflito precisa que ouçam e saibam ouvir suas aflições, suas palavras amarguradas, seus sorrisos inseguros e quando ele nota peculiar beleza naquilo que normalmente dizem ser belo, mas onde ele extrai mais, muito mais do que podia ser eternamente o mesmo, provavelmente ter sempre o mesmo sentido.
Enquanto busca o conflito, o que encontra é calmaria. Só é calmo no tédio ou quando busca uma saída, pois é nesse momento, que afunda-se a face no leito.
Prazer estranho naquele conflito, desmedido e explosivo. Céus, como tudo isso conseguiu ser velado se era óbvio que o prazer a tanto buscado era fruto dos incômodos que eram sempre evitados?
De fervoroso arsenal performático, face escondida atrás de face, só uma era utilizada. Aquela face macia, tenra, de fácil trato e simples de ser modelada.
O erro talvez tenha sido o excesso daquilo que todos almejam um dia.
Acabo de trair minha necessidade. O que eu mais queria agora era escrever, mas não consigo encaixar as palavras. Da mesma forma que o pensamento é conflitante, deixo aqui palavras conflituosas. Uma turbulência para o autor, para quem as desdenha, quem as observa ou quem consegue entender.
Repleto das aflições e com suas crias devotadas para o mundo, o aflito precisa que ouçam e saibam ouvir suas aflições, suas palavras amarguradas, seus sorrisos inseguros e quando ele nota peculiar beleza naquilo que normalmente dizem ser belo, mas onde ele extrai mais, muito mais do que podia ser eternamente o mesmo, provavelmente ter sempre o mesmo sentido.
Enquanto busca o conflito, o que encontra é calmaria. Só é calmo no tédio ou quando busca uma saída, pois é nesse momento, que afunda-se a face no leito.
Prazer estranho naquele conflito, desmedido e explosivo. Céus, como tudo isso conseguiu ser velado se era óbvio que o prazer a tanto buscado era fruto dos incômodos que eram sempre evitados?
De fervoroso arsenal performático, face escondida atrás de face, só uma era utilizada. Aquela face macia, tenra, de fácil trato e simples de ser modelada.
O erro talvez tenha sido o excesso daquilo que todos almejam um dia.
Acabo de trair minha necessidade. O que eu mais queria agora era escrever, mas não consigo encaixar as palavras. Da mesma forma que o pensamento é conflitante, deixo aqui palavras conflituosas. Uma turbulência para o autor, para quem as desdenha, quem as observa ou quem consegue entender.
Pietà
"Não, você fez do perigo sua profissão, coisa que não é para ser desprezada". Dito isso ele mesmo trata de sepultá-lo com suas próprias mãos.
Trecho de "Assim falou Zaratustra."
Trecho de "Assim falou Zaratustra."
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