Páginas

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Texto que eu gostaria de ter escrito

Germes da Perfeição

Dilacerar, eviscerar e perfurar e mutilar.
Nós todos caímos, todos caímos.
Desaprovar, repudiar, aperfeiçoar e julgar.
a sabedoria encontrada, sabedoria encontrada.

Corte as asas do progresso, reverta a direção,
enriqueça o solo inculto com germes da perfeição.

Delegar, investigar, facilitar e evitar.
O preto se torna verde, preto se torna verde.
Separar, avaliar e cultivar e propagar.
O sonho do mestre, sonho do mestre.

Cante os temores da história com uma inflexão renovada,
veja a agenda perdida com a intenção de um cético.

Máquina da vida, oh podemos fazê-la funcionar?
Nós temos as ferramentas, mas apenas começamos.
Máquina da vida, oh podemos fazê-la funcionar?
Os cálculos para uma maior importância.

Corte as asas do progresso, reverta a direção,
enriqueça o solo inculto com germes da perfeição.
Perfeição!

Germs of Perfection - Bad Religion

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Onde vivem

O introspectivo em silêncio
Só escuta e nada fala
Cada palavra dita em melancolia
De tão devagar atinge o nada

Seus urros sonolentos
No escuro do banheiro
Lágrimas de tormentos
Estremecia por inteiro

Amar e (n)(?) ser amado
Mordem os dedos
No olho marejado
Frágil em expor os medos

A fria parede
Que a febre esfria
Não chorou muito
Mas expirou a dor que sentia

Habitavam florestas
Penhascos e desertos
Fossas e quentes testas
Mas mantinham corações abertos

Viviam a anos
Orgulho, teimosia
Morte, fragilidade
Ciumes e possessão

Com seus próprios pés
Embaixo da cama
Dentro do guarda roupa
Monstros cujo sangue derrama

Infantil, obsceno
Esconde-se na sombra
Fruto de tanto medo
E um vigilante que o ronda

Vejo faz tempo
Internos e desalmados
Vejam vocês agora
Estes monstros malfadados

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Escrita confusa em dois momentos

Te farei chorar
Quando fazes do meu uso
Em pensamentos pode esperar
Em teu desejo obtuso

Saciada a sede
Esmagada a fome
Não tem a quem condene
Nesse receio que some

Uma melodia no piano
Um frio toda vez que morro
Maldito som que amo
Sem pedidos de socorro

Vigilantes rastreiam passos
Avaliadores tão doloridos
Doutores em encalços
Loucos desfavorecidos (?)

Um sentido
Sem sentido algum
Um motivo
Não serve pra qualquer um

Discorro em pedaços esporádicos
Sentidos em semi(e)
Um guia dos escritores erráticos
Antes de (P)reto e (B)ranco é sempre M

Uma audição para surdos
Um sono de insones
Um crepúsculo aos cegos
Uma escrita das dores

domingo, 23 de maio de 2010

Resumo extendido para apresentação de artigo

Resumido e expandido
Normatizado e generalizado
Querem conclusão
Querem solução

Peçam caracteres
Deduzam pensamentos em igual
Por 300 reais?
Ah, me dá um ano a mais.

Cospe o fracassado
Vive rotineiramente
Assim lado a lado
Lendo constantemente

Leia o que escrevo
Concorde comigo
Que não passe longe o ensejo
E escreva seu artigo

24/05/2011 - Voltam aqui buscando encontrar se há um S ou um X? Ou charadas para fazer um artigo?

sábado, 1 de maio de 2010

Falsa "Ode"

Loucos atormentados
Violinos desafinados
Sons zunindo
Em pensamentos pulverizados

Em territórios esfarelados
Falam gregos, árabes
Europeus e favelados
Falam reis, rainhas e viciados

Fazem reuniões
E discutem o transversal(?)
Não se encontram na planície ou no platô
Ou afogam-se no abissal

Uma ode a desistência.
Um confronto ao posso não poder.
Ecos dissonantes na "imanência"
Não se torce pois dói a quem doer

Diferença e cretinice
Ao aceno de cabeça
No menor significado
Do que o ignorante disse

Na fala do acadêmico
No arrogante pensamento
Um sintoma endêmico
Rimas pobres e falsas de apregoamento

Plural
Singular
Impar
Ou Par

Orgulhos feridos
Em meio aos
Mergulhos
E na passagem pro Caos

Conclusão
Fim
Consideração
Em mim

Em Prantos
Com os temores
Daqueles tantos
Somente oradores

Na pancada
E no movimento
Maldição fora alcançada
Em traços de agenciamento

Não vai ou volta
Não é mão dupla
Nem estrada torta
Nem Paz ou Luta

Pode se quiser?
Ou fala aquele que não pode!?
Venha quem vier
A entender essa "ode"

domingo, 25 de abril de 2010

Derrida On Animals

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Fim

Tanta importancia para esse resquicio de porra
Elo perdido e o escambau
Parente de hominideo
E querem justificar a evolução desse animal

Superestimado
Bípede
Louvado
Tanta estima para a existencia

Já que ninguém se tolera
Muito menos se considera
É tudo tão igual
Que um é humano e o outro animal

Medo, alcool, cigarro
Sexo, masturbação, poeminha
Comida, bebida, escarro
Diploma, artigo, conversinha

Razão, emoção, vontade
Timidez,e-mail, saudade
Blog, mestrado, sociedade
Fome, chocolate, divindade


Importancia após morrer
Como importancia antes de nascer
Pode ser acaso, caso ou casamento
Pode ser deus ou o diabo

Começamos como uma porra
Vivemos em uma merda
Fragéis como porcelana
...

Fim