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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Devir

Devir

Há um devir em mim,
E agora não há mais.
Pois só, talvez o sei,
Quando o coração de outrem
Bateu dentro do meu eu.

Experimentações.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Agora no agora


Agora já não tenho sono
Agora já não tenho fome
Pra fingir ser poeta, me abandono
Já prefiro não ter nome

O minuto passa
O relogio come
Um olho é sono
O outro neurose

Um lado é derrame
O outro é cópia
A letra é fala
O peito é aperto

Que bate para o corpo
E quando ve o que envolve
Cai implorando "por todo sangue
que pulsei, devolve."

sexta-feira, 29 de junho de 2012


A felicidade e a tristeza.
Para Gibran, duas damas
Uma deitada na cama,
a outra sentada à mesa.

Estou no corredor,
no meio do caminho.
Em minha casa,
sem sono
sem fome.

Além do deserto,
O mar é a maior metáforas.
Além do mar,
O deserto.

domingo, 10 de junho de 2012

Receio
Que meu recheio
Já não encha,
Nem preencha
Tudo que eu anseio.

Mas 
Dá pra saber,
Do que é que sou cheio?
Já não consigo acreditar
Que só pode ser o meu recheio

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Rio,
Sorrio.
Só riso,
Liso.

Da boca emaranhada com o dente
Risível corria o rio
Do som da água sorria
Com cada pedacinho do rosto
Que todo o fluxo refletia.

OvO




Pai e mãe não conta por vergonha,
De onde vem o nenêm.

É mais fácil contar;
Que não é do vai e vem.

E sim, de qualquer forma que se ponha
Um ovo da cegonha.