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domingo, 10 de abril de 2011

Gradientes

As luzes de cor laranja projetam-se sobre os corpos, enquanto a sombra que toma contornos que beiram o cinza recobrem o outro lado.
Sob um céu antes azul e onde agora degladiam-se com ele cinza, vermelho e amarelo e onde as cores no chão ficam enfraquecidas.
Opacamente vivas e sentidos pulsantes sob uma vontade preguiçosa e sem prazer algum.
Diante de queijos e vermes, onde delimitam-se aspectos, tendencias para que um sono venha veloz e deixe para outra hora um travesseiro caótico.
Microimportâncias, microestruturas, micropessoas, microhistórias, microorganismos e microsentidos.

Para alguma coisa sempre há de servir não é!?

sábado, 9 de abril de 2011

Alice disse...

A História vive atrasada diante de si mesma. Um reflexo tão lento quanto o vidro que derrete constantemente. O coelho branco caosmótico.

Se a História fosse um câmbio, estaria agora engatada em marcha ré.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Na falta de palavras...

Cada palavra é uma vida, uma duração, um singelo, poderoso movimento e caso você queira, é dogma.
Gestação de palavras, impossíveis de antecipar, mas tão adiantadas naquilo que me debruçarei em seguida.
Leio. Amarroto-as, encontro suas lacunas, abismos, labirintos e universos.
Algumas desfalecem, morrem ao fim de uma leitura.
Outras nos avassalam.
Algumas poucas nos deixam sem saber o que dizer.
E essas são as que mais nos importam em saber.

sábado, 26 de março de 2011

Superar limites é fácil, quero ver a superação das possibilidades.

Superar os limites não é dificil. Dificil mesmo deve ser extrapolar as possibilidades.

domingo, 20 de março de 2011

Ménage à trois

             Para encontrar felicidade, deve-se passar pela tristeza e as vezes angustia e solidão. Encontrar-se com isso é de certo modo fácil, já que encontrar a felicidade parece ser uma difícil meta, por assim dizer.

            Sinto em pensar que uma intensidade feliz demora a surgir e ser sentida. Porém quando resplandece é como a luz e o calor do Sol em um dia agradável, cujo as nuvens passam lentamente sobre um céu azul, e que poderia contrastar com o dia cinza que é hoje, um cinza que hoje não me agrada.

            Uma arte que é viver com a tristeza, uma dança cotidiana que tem passos vertiginosos mas que se quiser podem ser saboreados e dignos de volúpia em seu modo de ser. Ir ao encontro de brigas, discussões e momentos de insegurança com uma vontade não de vencer, ou de encará-los como obstáculos em que é almejada alguma meta, mas encontrar prazer e gosto por ter de vivenciá-los e ainda saber que isso não trará felicidade e que também não são o caminho para esta senhora.

            Se a infelicidade fosse uma dama, seria discreta, discriminada e incompreendida e que achamos que sabemos como conviver com ela (quem dirá escrever sobre ela), mas ainda sim trazer ela do nosso lado, pois as vezes essa tão intima dama nos leva de encontro a sua tão próxima companheira , a qual nos proporciona momentos tão intensos e sublimes quanto a outra. A felicidade. Tão inseparável e por vezes tão inconcebível.
           Em meio a algo tão belo e tão complexo em ser concebido, tão difícil de ser usado, tão triste quanto possível... A vida dança com a infelicidade, e assim somos parte de um (ím)par inseparável, nunca estamos sozinhos. Uma Ménage à trois.

sábado, 12 de março de 2011

Nostálgico

A tempos que não sentia aquela intensidade e em meio ao dia recém nascido e sem seu retorno.
Aquela melodia fluía fabulosamente por cada artéria, sinapse, sentido, desejo e sentimento, de forma que diante do céu eu me senti tão insginificante e tão titânico em um momento onde cada compasso da música explodia dentro dessa minha vida tão infinita e que parece tão linear.
Era uma manhã de sábado e o dia parecia se estender em semanas, segundos e minutos infinitos. Meus olhos submersos.

Sem criar do auto-biografico, mas dessa vez tenho de compartilhar de forma tão pessoal e tão justificavel, como se eu me declarasse no peito de cada uma de vocês, no ouvido de cada corpo que entrar em contato com essas letras.
Para todos vocês que um dia sentirei falta, onde me prendi em dem"asia" e onde também o itinerário do viajante se encontra solapado e atrasado.