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terça-feira, 24 de maio de 2011

Meu rascunho feito daquelas três frases

Não existem em mim pólos
Fazem-se Polis, colhem pólen
Extraído das profundezas como combustível
Onde tateio alcovas, aqueles quartos escuros
Em meio a essa escuridão
Onde eu nunca havia me prestado a tentar observar
Fiz préstito de um pequeno momento sufocante
Que exalava baforadas lúgubres
O vapor que estirava meu corpo se fez frio
Entropicamente para chegar até aqui...
Quando da sutileza talvez tenha compreendido teus cânticos
Bardos, servos, senhores e vilões não cantam dessa forma
Que esse meu calor que será (e se faz) faina
Aqueça cada molécula tua
As engenharias micro universais e seus arquitetos atômicos
com suas pontes
E tu podes fazer extradição
de meus infinitamente pequenos universos
Que passam eternamente, passam sempre diferentes
Não há falta de concordância
Restrições insatisfeitas
Oh meu pequeno deus
Hidrogênio
Faz parte dos impulsos que agenciam e orquestram meus pensamentos?
Já agora quando volto a me referir à você que és minha
E me permite assim dizer (?)
Me faz pensar, buscar, vasculhar em meios que eu antes ignorava
E que de encontro vem a mim mais uma vez
Pois fiz uma escolha
Onde ácidos, núcleos, protozoários e células
Serão talvez de meu "entendimento" e conquistarão um novo degrau horizontal

domingo, 22 de maio de 2011

=)




(=








-                                                                                                                )                                                                             

-                                                                                                                )



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S








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L (

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E
Declaro inventada a Zoohistória/Zoo-História.
E não patenteio.

Chimpanzé auto-biográfico.
Deus deixou de ser Deus quando decidiu por assim ser chamado.
O progresso deixou de progredir quando assim o chamaram.
Eu? Ah, eu lá sei?

Recado as sombras

Que pena dessa vontade de criar. É tão bom adorar o singelo.
Se não consegue adorar um poente, admire aqueles que conseguem adorar.
Mas se preferir, admire a si, pois não tens a necessidade de adoração.
És tão importante, pois diferente de mim, não precisa de um Sol.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Poema matinal

Na tua ausência faço desejos terríveis
Aqueles que você não deseja que eu faça
E muito menos eu
Mas como dominarei essa saudade?

Verdugo, algoz de todo meu corpo
Flagelo-me com chicotes que podem ser doces
Um tormento cotidiano
E onde os flertes com a solidão por vezes não bastam

Algemado e revolvido
Onde marcham milhões de tropas
Como um oceano que invade os mais belos campos
E quando volta a antes carrega tudo que lhe for possível

Desperta dentro de mim o Leviatã
O mais feroz e libidinoso dos tiranos
Um egoísta prazeroso
E com uma vontade insaciavelmente faminta

Fico apavorado por tua sedução
Pilha minhas palavras
Faz delas fogueira nesse frio
E labuta um beijo recheado de toques quentes

Se a meu peito rasgo de saudade
Ou se meu coração se faz diminuto
Se meu peito fica dilatado
Imagino que rasga também do teu seio

Um fraco fausto que faz falso pacto
Com desejo de insuflar as letras
Explodir e dinamitar as sentimentalidades
Em uma relação prometeica

Guardo a ti várias surpresas
Instintos que para a volúpia não bastarão
E os equilibristas e contorcionistas dentro de nós
Não saberão o que fazer

Irão dançar na beira do abismo
Em um barbante frágil
Daquele já dito amor
delicado e discreto, certo e claro, em laços atados e desatados

Organize tuas palavras e teu tempo
Para que assim eu sempre esgote teu fôlego e tuas energias
E consuma feito hulha tuas ansiedades e euforias
Permita-me invadir a ti, adentrar no palco de tua vida como aquele arlequim

Cria-me como criatura insone
Desperta sempre nos mesmo horários
E fita-me com teus olhos esmeralda
E dominarei a ti como um rei domina a mais feroz das rainhas

Não veja as horas
Sinta a mim e sinto a você
Respiração ofegante após uma tormenta oceânica e assim
Devora minha carne e feitiço faça com meu coração

Onde sonhar se faz chorar
Amor se torna ira
Luxuria se reveste de calmaria
Amo a mim como amo a ti
Pois sei que ama a mim também

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Se as nossas noites

são assim cheias de vinho rubro
Fico em chamas por imaginar como seriam as nossas madrugadas.