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sábado, 14 de agosto de 2010

VVVVVVVVVVVVV a.C

V
V
V
V
V
Vi
Vi
Vi
Vi
Vi
Vida
Vida
Vida
Vida
Vida
Vida vai vem

Feita no vai e vem!?


OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ocorrência

Tudo o que ocorre, a condição de ocorrer, é inantecipável. É labirinto da linguagem, ela em seu extremo. Uma condição. Uma ocorrência.
Exposição como ferimento em vértebra. Costeleta, dedo do meio e um pouco de “profanação”, já que ninguém é de ferro.
É uma conceituação, uma exposição de vaidades esperando para serem colocadas em ch(x)eque. Mate ou pré-datado. Bebido no inverno ao som das digladiações antes e após o sono.
Exposição do contra que se encontra e proteção antecipada, ainda que venha a ocorrer.
Não tem Ariadne que resolva esse problema, o fio a muito tempo já se fez meada.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Naquela moradia imunda ouvia-se aquela velha discussão...

- Mas veja, ele é racional.
O outro nem tão prontamente, tinha de parar e pensar, respondia:
- Mas qual o motivo dele ser racional?
O outro já estava começando a responder, quando foram surpreendidos.
É que da mão direita de ambos escorregava uma bala de revolver. Já da esquerda, pendia uma rasbicada folha de papel.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Far Behind

"On empty pocket's wealth
Love will create a sense of wealth
Why contain yourself like any other book on a shelf?"

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tarde da noite eu ouço as árvores, elas estão cantando com os mortos

O sono dos insones. A rouquidão dos mudos. O fim da inocência. O gosto do sangue.
A madrugada dos corpos. A excitação dos cadáveres. Os loucos pensadores. Os astutos silenciosos.
Os acadêmicos idiotas. Os revolucionários plantonistas. Os soberbos saqueadores. Os escritores aleijados. A filosofia dos imbecis. Os amores dos fracassados. Os valores esporrados. A carne mal passada. As eleições burocratizadas. As perguntas vomitadas. Os doutos arrogantes. Uma filosofia de outrem. Um pensamento para hoje. Uma morta filosofia para amanhã. Posso não poder. Imundo mundo. Sexo autorizado. Venda de corpo. Vegetariano mal assegurado. 30 reais. Atende casais.
Presente constante. Sem meio e fim. Texto arrogante. Segurança e sentido. Paraquedismo na existência. Dominação do mundo. Varal de papéis. Poder da entidade. Anarquia no anarquismo. Fácil solução. Ridicularização. Dois mais dois são quatro. Só alguns decidem saber. Conceito. Repetição. Sono vai. Sono vem. Transa ensandecida. Masturba-se o aleijado. Vontade adormecida.
Universidade. História. Estupida sagacidade. Conversações. Vitoriosas desilusões. Morte desejável. Morte inevitável. Contemporâneo. Medieval. Evolutivo. Animal. Iniciante. Equacional. Gravidade. Abordagem.

Sentido?
Todo e nenhum.
Depende.
É só linguagem.
Sim é o fim.
Um começo.
E um meio.
“Só sei” que receio.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Em Darkover - Página 196

Não lhes tenciono qualquer mal, Romilly acrescentou ao apelo suave ao do menino, procurem em outra parte por seu alimento.

E por um momento, no enorme fluxo de consciência em que ela, o cavalo que montava, o corpo macio da criança em seus braços e o pássaro-espirito com sua fome desvairada e em busca de calor eram uma só coisa, uma onda transcendental de alegria envolveu-a; os raios vermelhos do sol nascente encheram-na de calor e uma felicidade indescritível, o calor de Caryl contra seu peito era um fluxo de ternura e amor; e por um instante perigoso ela pensou, mesmo que o pássaro-espirito me tome como sua presa, ficarei ainda mais unida com sua maravilhosa força vital. Mas também quero viver e me regojizar com a luz do sol. Romilly jamais conhecera tanta felicidade. Sabia que havia lágrimas em seu rosto, mas não importava, era parte de tudo que vivia e respirava, parte do sol e das rochas, até mesmo o frio da geleira era de certa forma maravilhoso, porque aguçava sua percepção do calor do sol nascente.

Pag. 196

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Critica dos animais

224 – Critica dos animais – Temo que os animais considerem o homem como um semelhante que se privou da razão sadia, como um animal no delírio, que ri e que chora, um animal infeliz.

Nietzsche - A Gaia Ciência.